1917/2017
Quase uma centena de antigos combatentes prestaram homenagem, junto ao Monumento Carvalho Araújo, a propósito da do dia 9 de Abril Dia do Combatente, aos camaradas mortos ao serviço da pátria. Uma cerimónia que anualmente se repete e que este ano, por maioria de razão, se cumpriu também.
Este ano, por maioria de razão, repetimos, por que se assinalam os 100 anos, em que um punhado de combatentes, mais de 3000, dos quais um grande número do Regimento de Infantaria 13 sediada em Vila Real perdeu a vida. Foi pena que no centenário da efeméride, não se tivesse aproveitado a circunstância para lembrar e homenagear, os heroicos transmontanos que pereceram naquelas (outrora) longínquas paragens (LA LYS – FRANÇA). Ao que sabemos, a Câmara Municipal de Murça está a promover justas e adequadas homenagens ao soldado Aníbal, o soldado milhões, como ficou recordado, natural da aldeia de Milhais. Parabéns a Murça, que assim não esquece um bravo transmontano, que como tantos outros, em França na 1ª Grande Guerra, e nas décadas de 60 e 70 em África se bateram, e alguns deram mesmo a vida, quando foram chamados para servir a Pátria, que é o que se pede às Forças Armadas – F.A., agora e sempre.
Assistimos há dias a uma interessante sessão em S. Martinho de Anta, promovida pela CEISTAD - Centro de Estudos e Investigação de Segurança e Defesa de Trás-os-Montes e Alto Douro, sobre este tema do papel das F.A. portuguesas no tempo em que vivemos. Um tema que o Chefe de Estado Maior General das F.A. e o nosso ilustre conterrâneo – General Abel Couto mais que justificaram no contexto geopolítico de Portugal, da Europa e do Mundo. E, quando parece, que as F.A. convencionais já não têm razão de ser, perante as ameaças de toda a ordem que hoje atravessam todos os continentes. Vale a pena parar uns instantes para refletir sobre a necessidade de haver cada vez mais sistemas de segurança sofisticados que consigam prevenir, ou pelo menos fazer diminuir, as constantes ameaças de que os cidadãos indefesos são alvos.
Isto remete-nos para uma outra questão, que é a da responsabilidade que todos nós cidadãos, coletiva ou individualmente temos, para garantir a segurança. E como individualmente, não o podemos fazer só delegando nas instituições com capacidade para isso. E aí, se queremos estar protegidos, na verdade, só com Forças Armadas preparadas e articuladas com os Serviços de Segurança da República, o conseguirmos assegurar.
Porém, F.A. só de profissionais são uma utopia que os Orçamentos de Estado não consentem. E daí, que muitos países, designadamente no norte Europa estejam a equacionar, conforme lemos, o recurso outra vez ao Serviço Militar Obrigatório – S.M.O, que alguns, como a Suíça, nunca dispensaram.
Porque, quer se queira quer não, o S.M.O torna muito menos dispendioso o Serviço das Forças Armadas.
Isto já para não referir, em nossa opinião, as vantagens do serviço cívico para os próprios jovens chamados a incorporarem-se (temporariamente) na Defesa Nacional.
Para não sermos apanhados descalços como sucedeu (infelizmente) na Guerra de 14/18.

