18 Apr2019
Filhos de Família
A endogamia que este governo de Costa ostenta e que agora veio á luz do dia com tanta veemência, não é mais do que o hábito que a sociedade em geral pratica, e não apenas no nosso país, convenhamos. Há poucos dias, Luís Aguiar-Conraria, um colonista habitual do Jornal Público (10 de Abril), trata este assunto surpreendendo com o comentário: " Que adianta à esquerda enchermos a boca com a ética republicana, se não combatemos as linhagens de sangue?" Isto a propósito do falatório em torno das relações familiares dos nossos governantes. Tendo exemplificado que "também no Reino Unido havia muita endogamia e concluiu que em Portugal, onde um grupo 500 pessoas andam nas mesmas faculdades, frequentam os mesmos restaurantes e tem a filharada nos mesmos colégios, não faz sentido este puritanismo". Sintetiza ainda, com uma verdade, que todos nós pensamos, mas que temos vergonha de o dizer: as elites protegem-se umas às outras e perpetuam-se. O que também sucede, na vida política. Constatar, que um ministro, se lembre de um seu familiar direto, próximo ou menos próximo, para determinado lugar de nomeação sua, seja para o Governo, seja para a Administração Pública, ou para empresas por si tuteladas, não tem cabimento, porque é a lógica do sistema.
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